Olá companheir s
Este mail pretende ser um resumo aligeirado da forma como decorreu e das decisões do Encontro de Vigo.
Peço a correcção de algum ponto que se ache não estar devidamente relatado.
Como disse o Suso num mail anterior, sobretudo a presença da Gabriela Sol, o lindo espaço da Cova dos Ratos - digo eu agora, que junto o meu apreço à forma como tod s fomos recebidos: a comida estava deliciosa - e até a meiga confiança da cadelita do Javier (a Noa), além da tranquilidade da bela ria de Vigo ao fundo, tudo isto nos deve ter ajudado a encontrar este clima propício.
Decorreu o Encontro de forma bastante fraterna e produtiva, mesmo na discussão de questões controversas, tendo-se chegado a acordo no essencial em todos os pontos discutidos, mesmo com diferenças de sensibilidade relativamente a algumas questões.
1. TEXTOS FUNDACIONAIS: O Encontro aprovou uma proposta de Textos Fundacionais (que farei seguir mal possa), relativamente aos quais, caso não se manifestem divergências num espaço de tempo próximo (idêntico ao necessário à aprovação dos editoriais) , se considerou terem chegado a um ponto de amadurecimento que permite serem tornados públicos.
Os textos, de qualquer modo, não ficam fechados, podendo posteriormente ser alvo de novas contribuições que visem melhorá-los ou corrigi-los, embora se achasse que era agora tempo da sua fixação, pois fazem falta ao enquadramento do trabalho do Portugaliza.
2. INDYMEDIA PAPEL: Foi discutida a situação do projecto Indymedia papel, tendo- se concluído ser útil que se avance para a sua concretização prática o mais cedo possível, adquiridas as lições de erros anteriores, mas igualmente valorizando o trabalho d s companheir s que antes se envolveram nesta área.
Ficaram consagrados um princípio de "informação", devendo a publicação papel ser posta à consideração da lista para discussão de textos e propostas, mas também um princípio de "autonomia", no sentido de que os grupos de voluntári s possam materializar criativamente a publicação dos documentos já aprovados.
Viu-se que poderia haver lugar à edição de publicações de núcleo (Lisboa, Porto e Galiza, para já; Braga?), tendo-se declarado voluntári s (está bem assim, Javi?

o Zé Nuno (Lisboa) e o Javier (Galiza). Viu-se que seria útil um encontro presencial com a malta interessada de Porto e Braga (Luís Ferreira).
Como sugestão geral, e no sentido de aproximação de propostas, está na mesa a ideia de uma publicação A4 de nome Indymedia Portugaliza, independentemente das eventuais versões localizadas.
3. LOCAIS DE DECISÃO: Foi discutida a autoridade dos Encontros presenciais bem convocados e preparados na lista, tendo-se concluído que em matéria de grandes princípios deveriam poder apresentar propostas finais para aprovação na lista - isto é, na ausência de críticas e propostas de alteração, considerava-se a proposta final ratificada sem necessidade de pronunciamento um por um d s
inscrit s na lista. Em questões de trabalho mais prático, desde que não contrariassem ou ultrapassassem as propostas existentes na lista, as reuniões presenciais poderiam ser um meio de materialização de propostas. A palavra final pertenceria sempre à lista nas questões gerais, de princípio, ou de grande polémica.
4. GRAFISMO CMI PORTUGALIZA: Foi iniciada a discussão sobre o grafismo do CMI Portugaliza - cabeçalho, cores, organização do espaço, mas decidiu-se não avançar para já propostas concretas. Estas questões serão objecto da Ordem de Trabalhos da próxima reunião, estando desde já abertas à discussão.
5. FINANCIAMENTO: Com base numa verba atribuída ao Suso por ocasião de uma palestra (sobre a questão das patentes de software, penso), discutiu-se a questão ética da aceitação ou não desses apoios e caso sim, do seu encaminhamento. Foi decidido, salvaguardada a independência do CMI Portugaliza, utilizar estas verbas no apoio a projectos em andamento. Neste caso, quanto à verba em consideração - 215 euros - prevaleceu a ideia de poder ser usada para custear as despesas relacionadas com o projecto de publicação impressa.
6. SITUAÇÃO NA GALIZA: Foi discutido o ponto da situação da crise no CMI Galiza que motivou a anterior saída dos companheiros Camaleon e Papaghaio. Embora não se registando concordância em absoluto quanto às razões e circunstâncias do ocorrido, salientaram-se unanimemente a confiança na resolução positiva do acontecido, a satisfação pela presença muito afectuosa destes companheiros na Cova dos Ratos - embora não tendo participado na discussão destes pontos - e a valorização da atitude de reaproximação, tendo em conta a importância do que nos une contra a barbárie.
(Extra-reunião, o Papaghaio propôs a criação de uma rede de centros sociais portugalegos (Casa Encantada, Cova dos Ratos, Terra Viva - e eu acrescentava Ilhéus, se sobreviver

...).
[A este propósito, ver proposta Suso de centros físicos indymedia].
Foi valorizado o processo de aprendizagem de fazer em comum que nos tem envolvido, susceptível de corrigir práticas e abrir caminhos.
Da parte do Suso foi reapreciada a decisão do Luís Ferreira na reinscrição do Camaleon, com base nas circunstâncias que motivaram todo este assunto.
Ficou de se discutir melhor e clarificar as formas de relacionamento e decisão no quadro do CMI e reiterou-se a confiança em formas decisionais não hierárquicas nem arbitrárias, mas com base no consenso e na capacidade de intervenção.
Foi afirmada a confiança com a identidade nestes princípios de todos os companheiros que estiveram e estão envolvidos no projecto Portugaliza e solicitada com fraternidade a sua adesão a eles.
7. PRÓXIMA REUNIÃO: Ficou marcada para Lisboa (ou mais provavelmente Setúbal), a 12 e 13 de Junho.
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