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Local.CmiBrasilReuniaoNacional2006r1.15 - 03 May 2006 - 00:53 - AssataStopic end
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Reunião Nacional do CMI-Brasil 2006

Desde 2003 a rede CMI-Brasil tenta manter uma relação mais próxima entre seus coletivo organizando reuniões nacionais. A idéia é que várias pessoas, de diferentes partes, possam se juntar e discutir temas relativos à rede. Em reuniões passadas a participação de voluntári@s foi aberta, contando com a presença de vários coletivos em formação na reunião ocorrida em 2005. Está página foi criada para organizar um pouco mais a proposta de uma reunião nacional do CMI Brasil em 2006, se sabe de algo que não está aqui, colabore.

Índice

Onde? Quando?

A reunião nacional de 2006 será realizada durante os dias 14, 15 e 16 de Abril (durante o feriado da semana santa) no pré assentamento Gabriela Monteiro do MST/DF, que fica a cerca de 35km de Brasília. No local moram cerca de vinte famílias.

Estrutura

No local há um galpão que servirá de sede para as dicussões e também como possível dormitório. Além disso existem duas pequenas casas que podem servir de dormitório, bem como uma grande área para barracas. Contamos com uma cozinha e cinco banheiros, além de seis chuveiros externos (sendo que um é elétrico). Infelizmente o telecentro não foi viabilizado ainda. No entanto, haverão computadores (sem conexão com a internet) para que possamos realizar algumas oficinas.

As refeicões serão preparadas por cozinheirxs do assentamento (com a ajuda de voluntárixs nossxs) e provavelmente serão vegetarianans. Para isso precisaremos contribuir com uma ajuda de custo (ainda não definida, mas em torno de dez reais por pessoa pelos três dias).

O que trazer

Além das barracas, é preciso que as pessoas tragam seus colchões, roupas de cama, toalhas, travesseiros, etc. Lembramos que o frio durante essa época é rigoroso, e que o local é descampado. Para as refeicões, é preciso que cada umx traga: seu prato, talheres e copo. Medicamentos de emergência também são bem-vindos.

Pessoas que tiverem lap-tops, filmadoras, gravadores de áudio e máquinas fotográficas e puderem trazê-los, serão de grande ajuda; tanto para as oficinas, como para a documentacão da reunião (tragam estabilizadores!).

O que pode ser feito?

Seria interessante termos algumas oficinas de produção de mídia e software livre por lá.

Tácio de BH se ofereceu para dar uma oficina de edição de áudio usando o Audacity.

Como contrapartida à recepção do MST/DF, daremos uma oficina aos/às assentadxs. Essa oficina será dada por voluntárixs do CMI Gyn, no primeiro dia (sexta feira) pela manhã. A oficina será sobre mídia livre e criminalização de movimentos sociais (com troca de experiências).

Pauta sugerida

Até agora foram levantadas as seguintes pautas para o encontro:

:: Pautas ::

  • funcionamento da lista rede (sp)
  • relacionamento entre os/as voluntarios/as e nas listas (sp)
  • midia corporativa: venda de material por indivíduos e venda de material pelo cmi brasil (sp)
  • processo para funcionamento dos sites locais (sp) (rec)
  • reformulação do site cmi brasil: conteúdo editorial x tech x formato (sp)
  • inatividade de coletivos (bh)
  • identidade do cmi: cmi como movimento social/ jornalismo e ativismo/ cmi e incentivo à mídia participativa (rec/ bh/ sp/ rj)
  • autogestão e trabalho em rede (rj)
  • cmi: online x offline (rj)
  • segurança (sp)
  • sobre copyleft: melhor definição no site e outras possiblidades (creative commons) (sp/ bh/ ssa)
  • financiamento dos coletivos locais (ssa)
  • questões legais (ssa/ sp)
  • criação de videoteca e loja virtual
  • O coletivo de Brasília tentou agrupar todas as pautas sugeridas numa sugestão de Programação para Discussão na RN. Dentro do possível, essas pautas foram arranjadas para contemplar todas as sugestões feitas pelos coletivos/indivíduos. Chegamos a cinco grandes pautas que se subdividem em elementos-ítens. Um texto que explique, exemplifique e sugira soluções para cada uma dessas pautas, está sendo preparado pelo coletivo. Sugerimos que cada coletivo tente fazer o mesmo a partir das discussões locais. Lembramos que a idéia é que as pessoas não cheguem completamente cruas com relação às pautas e tenham feito reflexões para encaminhamentos conjuntos. big grin E, claro, sugestões são bem-vindas.

    :: Como a Reunião Nacional CMI Brasil deve funcionar ::

    A idéia é que as reuniões tenham a seguinte estrutura básica:

    -2 relatores/as (para não ficar todo o peso numa pessoa e diluir um pouco a responsabilidade sobre o relato)

    -1 facilitador/a (sua função é construir consensos, portanto é preciso que seja uma pessoa atenta)

    -1 moderador/a (sua função é controlar o tempo, as repetições das falas, etc.)

    É importantíssimo que essas funções sejam rotativas nos três dias da reunião!

    Para a discussão ter o máximo de participação de pessoas diferentes possível, grande parte das discussões deverá ser feita em grupos pequenos.

    Os grupos devem conter de 10 a 15 pessoas e ter o mínimo possível de pessoas do mesmo coletivo e o máximo possível de coletivos diferentes. Dessa maneira, procuramos garantir pluralidade nas discussões.

    As reuniões se dariam, então, da seguinte forma:

    -plenária geral com apresentação sucinta dos principais pontos e objetivos da pauta em questão, o que é diferente de uma palestra sobre o tema (esta apresentação deve ser feita por alguém por dentro do tema, e também sempre rotativa);

    -reunião dos grupos menores para aprofundamento das discussões e propostas

    -volta a plenária geral para a apresentação das discussões dos grupos por seus/suas respectivos/as relatores/as, aprofundamento das discussões e possíveis encaminhamentos.

    Após a apresentação do que cada grupo discutiu, o/a facilitador/a tenta encaminhar o que é consenso entre os grupos primeiramente, depois se discutiria o que há uma aproximação de consenso, e por último os pontos mais divergentes;

    Vamos procurar, nas discussões, estabelecer consensos e metas para a rede CMI-Brasil. Nos consensos, vamos colocar para rede o que consensuamos entre os coletivos presentes e nas metas vamos deixar claro quais discussões precisam ser melhor aprofundadas e os objetivos a serem alcançados.

    :: O QUE TODOS/AS DEVEMOS FAZER PARA QUE A REUNIÃO CORRA DA MELHOR FORMA POSSÍVEL::

    -FACILITE!!! Vamos ser todos/as facilitadores/as; não esqueçam que a idéia da reunião é construir consensos;

    -NÃO SEJA REPETITIVO/A!!! Se já disse uma idéia, não a diga de novo, e se outra pessoa já disse o que você estava pensando, não é preciso repetir;

    -SEJA BREVE!!! Não esqueça que o tempo é curto, vamos ser o/a mais objetivo/a possível em nossas falas;

    -ESCUTE O QUE O OUTRO DIZ!!! Esta é a mais importante: ouça, preste atenção, procure entender a opinião do/a outro/a, reflita, procure não ignorar tal ou qual fala, seja paciente, etc.

    -SEJA PONTUAL!!! Se a reunião começa às 09:00, esteja no local às 08:50;

    :: Programação do encontro do CMI-Brasil::

    Sexta-feira *pela manhã:

    -Chegada das pessoas e oficinas.

    *12:30 às 14:00

    -almoço

    *14:00 às 19:00 (com intervalo de 20 minutos no meio)

    -reunião cmi-brasil

    mística

    apresentação da galera

    informes sobre funcionamento do espaço e dinâmica da reunião (breve)

    Movimentos Sociais e CMI

    O que são os (novos) movimentos sociais? Características

    O CMI como movimento social (...) Questões da identidade

    O CMI e sua relação com os movimentos sociais

    CMI e os Movimentos Sociais de Comunicação/Mídia

    CMI e Partidos Políticos

    CMI e ONGs

    CMI e Ideologias (Anarquismo, Marxismo, etc)

    Responsabilidade política da rede e projetos para atuações a médio/longo prazos

    *19:30 às 21:00

    -reunião cmi-brasil

    Financiamento e Auto-Sustentabilidade da rede.

    Maneiras da rede se autosustentar -- proposta de loja virtual, videoteca, entre outras

    Financiamento de coletivos locais

    Infra-estrutura dos coletivos

    Venda de materiais para grandes mídias

    *a partir das 21:00

    -janta e horário livre

    ((i))

    Sábado *9:00 às 12:30

    -reunião cmi-brasil

    Política e Técnica na produção midiática (especialmente textual) do CMI

    Política: discussões sobre conteúdo -- 'linguagem planfetária', neutralidade, informações confiáveis, cobertura de 'eventos' X cobertura de processos

    jornalismo ativista/independente

    Técnica: discussões sobre forma/formatos -- profissionalismo, 'padrão de qualidade', linguagem

    Pluralidade e Ousadia

    Licenças de uso (Copyleft, Creative Commons, etc)

    *12:30 às 14:00

    -almoço

    *14:00 às 19:30 (com intervalo de 20 minutos no meio)

    -reunião cmi-brasil

    Processos da rede

    metodologia para processos mais claros e explícitos e otimização das atividades do 'coletivo processo'

    aplicação/execução de processos já existentes (como consensos já tirados que não estão sendo implementados)

    comunicação truncada nas listas; falta de colaboração e gentileza nas sugestões/críticas; divergências

    pouca participação interna nos coletivos e na rede (concentração de tarefas)

    funcionamento e caráter dos sites locais

    processos de novos coletivos e inatividade de antigos coletivos

    Formação de novxs techs

    Traduções

    *a partir das 19:30

    -janta, horário livre e festa/confraternização

    ((i)) Domingo *9:00 às 12:30

    -reunião cmi-brasil

    Segurança e Questões Jurídicas

    Perseguições políticas

    Abertura/fechamento de arquivos das listas (rede, brasil, etc)

    Relação com a RENAP (Rede Nacional de Advogadxs Populares) e demais associações de trabalho/apoio jurídico

    Segurança em cobertura de atos

    *12:30 às 14:00

    -almoço

    *a partir das 14:00

    -encerramento, despedidas, lágrimas, etc..

    Textos do CMI-Bsb sobre as pautas da Reunião Nacional

    1.Processos

    Essa pauta cobriria as discussões relacionadas aos processos (metodologias, funcionamentos, organização) da rede CMI Brasil. A idéia é buscar a otimização dos processos dentro da rede e torná-los cada vez mais claros e explícitos, o que garantiria uma maior efetividade na construção e estabelecimento de práticas cada vez mais horizontais, possibilitando um maior acesso às informações da rede e que esse acesso tenha um maior alcance.

    A falta de processos explícitos e um mínimo de sistematização destes, levam muitas vezes à concentração de informações e conhecimento, mesmo involuntariamente, o que consequentemente gera “processos hierárquicos invisíveis”, já que muitxs acabam ficando à margem das decisões e do trabalho e construção cotidiana - seja pela carga de experiência, pela formação de grupos de afinidade, pela não inserção ou não conhecimento das dinâmicas de decisões e ações, e uma série de inumeráveis fatores muitas vezes relacionados à tensão subjetividade/objetividade.

    A elaboração consensual de regras mais explícitas para os processos possibilita um maior acesso a como as coisas funcionam, ou no mínimo como todxs imaginam como deveriam funcionar. O processo de decisões (pelo menos teoricamente) não flutuaria em um “acordo do silêncio” ou no famoso “deixe estar”, pois a “forma” como deveria se buscar fazer está mais clara e foi consensuada pelo coletivo. Isso não necessariamente acarreta burocracia ou inviabiliza análises mais sensíveis e flexíveis, apenas busca localizar conscientemente o que já acontece no dia a dia, e torna nossas ações mais claras. A idéia não é fechar um regimento rígido que abarque todas as nossas relações, e sim nos dar uma base onde firmar a aplicação de nossas decisões. Isso acontece muito bem em alguns aspectos que já utilizamos, como por exemplo os “3 Oks” para se subir um editorial.

    Muitos dos nossos processos funcionam maravilhosamente, mas muitos ainda deixam muito a desejar. Talvez o pouco tempo que cada voluntárix possa disponibilizar a este tipo de trabalho (quando é do Coletivo Processo, claro) e uma organização deficitária, graças até a problemas de comunicação, podem ser levantadas como algumas destas causas. Não basta também termos processos explícitos se não pensarmos a melhor forma de utilizá-los e aplicá-los. Por exemplo, decidimos em Porto Alegre em nossa última reunião uma forma de desligamento de coletivos desarticulados ou não atuantes, mas na prática pouco nos valemos desta decisão. Não é culpa de ninguém especificamente, todxs são responsáveis. Agora nos cabe avaliar essas nossas falhas e buscar avançar, e esta reunião é uma ótima oportunidade.

    Nesta pauta, também pensamos em incluir os relacionamentos na rede: comunicação truncada nas listas, falta de colaboração e gentileza nas sugestões e potencialização de divergências; pouca participação interna nos coletivos (concentração de tarefas) e a recomendação constante da prática de ajuda mútua.

    É preciso que reconheçamos coletivamente que os conflitos existem e que, não são necessariamente maléficos. O que precisamos ter mais claro é como lidamos e nos relacionamos na administração, resolução e superação destes conflitos, almejando não só um crescimento individual, mas também um avanço de nossas práticas e processos coletivos.

    Algumas sugestões de pautas mais específicas:

    1 - Parágrafos do Editorial;

    Em discussão no Coletivo BSB chegamos a uma proposta de consenso que até já foi lançada na lista editorial por alguns indivíduos – a de consensuarmos em uma reunião sobre a elaboração dos textos de editoriais a sugestão de 3 parágrafos.

    É dizer, ficaria sempre a sugestão de que os editoriais sejam feitos com no máximo 3 parágrafos, mas que isso não se concretize como uma regra rígida e intransponível. Essa decisão de consenso teria mais uma caráter orientador de nossas produções para a página do centro, respeitando tanto @s que desejam ter textos menores, como chamadas para textos que aprofundem o tema; como @s que buscam ou querem discorrer mais nestes textos ou romper a própria idéia de noticia.

    Pensamos também que manter esse caráter flexível (próprio do projeto Indymedia) manteriam abertas as possibilidades de inovação e até mesmo de ousadia em nossas produções. Levantamos também uma certa preocupação com a forma, conteúdo e formato de nossos textos de editoriais, que estão cada vez mais se aproximando do processo de produção da mídia convencional ou corporativa e dos padrões apregoados por suas escolas de formação.

    Lembramos que a linguagem perpetua e legitima também relações de poder irreparáveis e distancia muitas vezes pessoas que não dominem o padrão hegemônico, da escrita ou da fala (ou outras possibilidades). A intenção do CMI não é distanciar as pessoas que lutam no dia a dia e que muitas vezes não tiveram condições de acesso ao tipo de educação e formação que a grande maioria de nós teve. Também não queremos que nossos discursos caiam em simplismos ou que sejam meramente panfletários. Queremos imaginar uma dosagem que contemple as diferentes formas de expressões sem atropelos.

    Uma mídia confiável não precisa necessariamente ser espelhada nos moldes dados e legitimados pelos mecanismos implícitos e explícitos de poder. Reivindicamos outro tipo de construção e buscamos construir formas de romper o domínio midiático do capital em todas as suas esferas de controle. Nos criamos e permanecemos junt@s até hoje para sermos uma mídia de luta e inovadora.

    Então esse tema não se resume somente aos 3 parágrafos mas sim à nossa produção de textos para os editoriais. Essa reunião é uma ótima oportunidade para aprofundarmos isso e ouvirmos d@s demais o que pensam a respeito.

    2 - Artigos fora da P.E.: definição coletiva da prática que já funciona – Caso haja dúvida sobre a retirada de uma publicação, se ela fere ou não a P.E., a publicação fica;

    Isso pesou nas questões de uma publicação sobre o aborto e sobre o caso das charges do Mohammed, pra citar dois exemplos. Já temos esta regra, só que nunca consensuamos em uma reunião nacional e a tornamos mais explícita, o que, como já foi citado, torna o processo mais claro e acessível para os que não participaram diretamente nas decisões.

    3 - Aplicação das decisões e processos já decididos - Novos coletivos; Desligamento de coletivos não atuantes; atualização dos documentos, por exemplo – e a otimização do trabalho do Coletivo Processo.

    Temos que pensar formas de o Coletivo Processo nacional funcionar a todo vapor e que consiga concretizar e aplicar as decisões tomadas e dar prosseguimento com continuidade nos trabalhos. Uma sugestão é um uso mais assíduo e detalhado dos documentos da rede (docs), como maneira de documentar decisões e processos e fazer com que estes sejam acessíveis.

    4 – Processo Global e Latino

    Buscar formas concretas de aproximar mais os coletivos locais da rede Brasil dos processos Globais e Latinos (se ainda existir algo...).

    5 - Sites Locais

    6 - Funcionamento das listas; (lista rede e lista Brasil)


    - Também existe a discussão sobre o ponto das listas fazer parte da pauta Segurança, ainda não decidimos isso. Ficou a recomendação de que todxs leiam e se embasem sobre a questão dos sites locais;

    - Levantamos a necessidade de talvez enxugarmos um pouco as pautas, pois são muitas coisas e pouco tempo. Ficamos de levar propostas para a próxima reunião;

    * FINANCIAMENTO *

    Esta discussão sobre financiamento foi preparatória a Reunião Nacional que ocorrerá em Brasília e aconteceu no dia 6 de Abril de 2006. Aqui segue o registro, em forma de texto, do debate. A reunião contou com a participação de Anita, Danilo, Die-go, Ianni, Ju-pagul, Luã , e mais tarde, Pilar, Everi e Léo do cmi-gyn.

    4.Financiamento e Auto-Sustentabilidade da rede. Tendo em vista o caráter anti-capitalista e de trabalho voluntário da rede CMI, a questão dos recursos e de como adquirí-los e utilizá-los, precisa ser melhor discutida e explicitada enquanto processo. Em nível nacional, a rede precisa de recursos para a manutenção da estrutura tecnológica que a sustenta, bem como, para realização de encontros, ações conjuntas, imprevistos de toda ordem, etc. Em nível local, os coletivos da rede precisam de recursos para suas atividades midiáticas cotidianas (xerox, impressões de textos e panfletos, fitas de vídeo e áudio, equipamentos, gastos com transportes, entre outros).

    Os recursos na maioria das vezes até o momento vêm dxs próprixs voluntárixs. Isso, por um lado é bom, pois apesar de passos menores o caminho do CMI é livre. Por outro lado, a saída de umx voluntárix que seja ativx em doações (transporte, fitas, etc) pode colocar em risco a continuidade das ações de um coletivo. O fato das doações serem dxs próprixs voluntárixs dificulta ainda a participação de pessoas que tenha menor possibilidade financeira, trazendo um certo caráter 'elitista' à possibilidade de participação no projeto.

    A maneira para angariar tais recursos precisa estar de acordo com nossos princípios. Além disso, é preciso que tenhamos em vista uma certa auto-sustentabilidade, para que não nos tornemos depedentes de fontes específicas de recursos, nem tampouco tenhamos que nos subordinar a 'esquemões' em situações emergenciais.

    Basicamente entendemos por autonomia econômica, nossa capacidade de escolher como queremos angariar nossos recursos (e como iremos utilizá-los). Por sermos anticapitalistas, temos como princípio não nos enredarmos nos circuitos do Capital (apoio, via marketing social, de grandes corporações; esquemas de empresas que visem lucros; apoio de milionários do investimento em capital especulativo, etc). Por outro lado, também não acreditamos que financiamentos do Estado, de partidos políticos, e de grande parte das ONGs possam estar atuando na criação de realidades coletivas não hierárquicas, justas e solidárias – como as que queremos. Isso porque por trás de financiamentos (sejam do Capital, sejam do Estado, sejam de instituições e organizações civis) estão, muito usualmente, contrapartidas e condicionamentos. Essas contrapartidas e condicionamentos entram em choque com nossos princípios de radicalidade (em contraposição ao reformismo, ao assistencialismo e à soluções paliativas) e liberdade.

    Nesse sentido, é fundamental que tenhamos claros os posicionamentos político-ideológicos de instituições, organizações, associações e indivíduos que queiram dar apoio financeiro e de recursos para a rede. Outra questão é termos em mente análises conjunturais para que possamos tomar decisões tendo em vista táticas que revertam recursos angariados em prol das lutas sociais a que nos lançamos. [Por exemplo, uma doação de computadores 'quebrados' ou velhos do Banco do Brasil pode servir como equipamento para a montagem de um telecentro numa periferia, que utilize software livre e capacite as pessoas em mídia alternativa, etc].

    Em linhas gerais, as decisões sobre apoio/doações de recursos deve seguir os princípios da rede. É também importante que os meios para atingirmos nossos fins tenham, em si, o caráter desses fins. Em termos de decisões, os coletivos locais tem uma certa autonomia para avaliarem propostas e situações específicas, estando, no entanto, incumbidos de informar a rede e de ouvir suas opiniões, críticas e sugestões.

    Quanto às doações, o site do CMI têm um sistema de PayPal? que poderia ser mais destacado. Além disso, lembramos que as doações não são necessariamente de dinheiro, mas podem ser também, de materiais, equipamentos, serviçõs de xerox, etc (e isso também poderia ser explicitado no site).

    É importante também se ter o máximo possível de transparência com os gastos. Recomenda-se sempre que possível incluir nos relatos as arrecadações e gastos dos coletivos, no caso dos recursos do fundo Brasil e Global, serem produzidos e divulgados relatórios financeiros. Pautas :

    * Maneiras da rede se autosustentar Basicamente vendemos materiais produzidos pela rede indymedia, ou matérias com os quais temos afinidade política. Isso inclui vídeos, fotos, camisetas, adesivos, etc. A venda de materiais não tem a finalidade de 'busca de lucro', mas sim, a disseminação de mídia independente. Nesse sentido, os materiais podem ser trocados, podem ser vendidos a preços justos e flexiveis (não deixamos de vender um vídeo porque estão faltando dois reais , etc).

    Sugerimos então, que cada coletivo organize um acervo detalhado, completo e sempre atualizado das produções da rede, e demais materiais que interessem ; bem como, se empenhe em repassá-los.

    Propomos também a realização de uma Semana Nacional para arrecadação de recursos, seria uma maneira de estarem, todos os coletivos, trabalhando paralelamente para disseminar as idéias do CMI ao mesmo tempo que levantam recursos. Festas e 'contribuições' – passar o chapéu-- também são boas maneiras de auto-sustentabilidade.

    * Venda de materiais para grandes mídias Nesse ponto, além dos princípios da rede que devem ser observados, sugerimos o critério de que tenhamos um mínimo de controle sobre o resultado final que utilizará nossas produções. Também sugerimos que tais vendas estejam sempre vinculadas a táticas conjunturais que sirvam a alguma estratégia maior que possa ser esclarecida a toda a rede. [Por exemplo, criar um fato político de longo alcance, etc].

    Outra coisa é a utilização desses recursos provenientes da venda para melhorias dos coletivos (compra de equipamentos, pagamento de advogadxs, etc).

    Há uma diferença entre uma produção de um indivíduo do CMI e de um coletivo do CMI. Se a produção for do coletivo, a decisão deve ser do coletivo.

    * Loja Virtual/Videoteca

    A proposta de loja virtual não está detalhada, mas assim mesmo discutimos algumas questões. Trabalhamos com a idéia de que a proposta seja uma loja que venda produtos on-line.

    A começar pelo nome, o coletivo Brasília sugere que falemos de um 'catálogo' ao invés de uma loja. Isso porque temos como prerrogativa uma crítica à comercialização de idéias, de produções intelectuais/midiáticas e de informação. Uma loja vende coisas em função de uma relação comercial que (muitas vezes se baseia no lucro). Além disso, teríamos de desenvolver todo um aparato jurídico-administrativo (CNPJ, etc), e provavelmente teríamos que disponibilizar logos de cartões de crédito em nosso site, entre outras coisas.

    Um catálogo, por outro lado, pode prover produtos a quem os deseja adquirir, mas tem como finalidade não o lucro, mas a disseminação dessas produções. Tal catálogo, nos parece, poderia funcionar como meio de melhor apresentar nossa produção e colocá-la à disposição das pessoas. No entanto, a venda não seria feita on-line. Junto ao catálogo estariam os endereços dos coletivos que ou produziram, ou têm um produto específico em sua videoteca local. A venda seria feita pois por correio convencional.

    Sobre a videoteca, consideramos interessante uma mudança da página estática atual para uma página dinâmica que disponibilize os vídeos em alta resolução e que contenha artigos e outraspeculiaridades sobre o videoativismo e cinema. Se a parte técnica estiver possibilitada, apoiamos essa iniciativa.

    O exemplo de página que serviu de exemplo para a sugestão para essa pauta (feita por grazi) está em: http://docs.indymedia.org/view/Global/ImcVideoDistributionNetwork

    Existe o ponto sobre videoteca que era bem diferente do que a gente discutiu portanto, apresentem sugestões.

    POderemos enviar esse relato assim que vcs aprovarem-no.

    Adendos Posteriores ao relato:

    Concordo em gênero, número, grau e cor do cabelo. Acho q uma proposta interessante, seria dos coletivos elaborarem uma lista dos materiais e disponibilizem isso de alguma forma para que os demais tenham ciência e possam ajudar alguém que esteja interessado em adquirir ou apresentar. Acho legal tb sugerir q os coletivos discutam e tragam para a reunião as formas que eles utilizaram e utiilizam para se auto-sustentar. (Diogo) Sobre as Videotecas:

    Discutimos sobre a importância da criação e manutenção de videotecas nos coletivos, e que isso se tornasse uma política da rede. A centralização de materiais midiaticos em um local facilita o acesso a quem os deseja.

    Também foi levantado no debate que ao invés de empenharmos esforços na criação de "Uma" videoteca nacional, que incentivemos a criação de "Videotecas", sendo enriquecidas com colaborações dos outros coletivos e com apoio mútuo, principalmente dos mais estruturados. (Diego)

    E como anda esse negócio?

    Os coletivos que comparecerão à reunião em Brasília são: Fortaleza (1), Goiânia (10), BH, São Paulo, Rio de Janeiro (3), Espírito Santo (2), Salvador (2), Curitiba (1),Campinas (3), Joinville (1), Recife (1).

    Caxias do Sul gostaria de comparecer, mas precisa de ajuda de custo para as passagens.

    Florianópolis não irá.

    Coletivos que ainda não se pronunciaram:Porto Alegre, Cuiabá, Aracajú, Juiz de Fora, São José dos Campos, São Luis, ABC-paulista, Ourinhos.

    Participação dos Coletivos? (Complemento)

    Resposta dos Coletivos do Centro de Midia Independente do Brasil a respeito de suas participações no Encontro Nacional.

    *Os "OK" são referentes a proposta de Brasilia, ou seja, do Encontro ser realizado nos dias 14,15,16 de Abril em 2006, no assentamento do MST em Brasilia. As informações foram colhidas a partir do dia 22 de Fevereiro quando as discussões a respeito da Reunião começaram a se concretizar.

    *O trecho "TEXTO" refere-se a parte da Pauta, de cada coletivo, enviada para a lista que trata do assunto.

    *10 coletivos e pré-coletivos já se pronunciaram e posicionaram.

    *9 coletivos não se pronunciaram

    ::: Coletivo Florianópolis: OK. Não vão. Querem que NÃO seja deliberativa a reunião. Texto:">> 2.O coletivo cmi-floripa concorda com a proposta de Brasília, achamos o acampamento do MST um local bom e não queremos bloquear o encontro caso os outros coletivos concordem em marca-la para semana santa, embora não possamos ir. Desta forma propomos que a reunião não seja deliberativa e nós tenhamos a liberdade de discutir aqui em Floripa as decisões da rede para ver no que concordamos/discordamos e costurar consensos"

    ::: Coletivo Fortaleza: OK. VAI (1 voluntária). Querem que SEJA deliberativa. Texto: "O Coletivo deu um OK a proposta encaminhada por Brasília. Mas fez alguns adendos: Brasília fica muito longe daqui, se realmente for pra irmos ( Não garantimos ainda nenhum voluntário) , seria para haver DELIBERAÇÔES e uma participação nas OFICINAS (As oficinas são de muito interesse dos voluntários. Não queríamos somente discutir e também aprender). Também reconhecemos o fator ESFORÇO de todo o coletivo nacional. O Coletivo Fortaleza vai procurar se reunir também semanalmente para ir já discutindo as pautas propostas para o Encontro. Estamos com voluntários nas listas (da reunião, processo, Brasil e editorial) e também vamos nos esforçar".

    ::: Pré-Coletivo Recife: OK. Intenção de IR (Precisam de ajuda da Rede) Texto: "# encontro nacional do cmi - luciana repassou pro coletivo o que rolou na reunião em bh, no carnaval revolução. - todos concordaram sobre a importância de contarmos, pelo menos, com um voluntário do pré-cmi recife no encontro. - o pré-coletivo precisará de ajuda da rede para ir ao encontro. - jaka entrará na lista cmi-reunião - iremos procurar saber se os cmi do nordeste irão fazer alguma caravana para tentarmoslevar mais gente"

    ::: Coletivo Goiânia: OK. VAI. Texto: "Reunião Nacional Houve uma discussão informal entre xs voluntarixs que estavam no CR, o relato desta reunião foi mandado pra lista. Brasília mandou a proposta, Marilia ficou de responder reafirmando nossa colaboração, além colocar nossa vontade de que todos coletivos possam participar. A Nah ficou de ajuntar e levar as pautas antigas na próxima reunião"

    ::: Pré-Coletivo Joinville: OK. Sem condições financeiras de IR. Texto: "- Reunião nacional em Brasília O coletivo de Joinville não tem condições (financeiras) de ir até Brasília na semana santa. Apesar de termos muita vontade de participar, não será possível juntar grana até a data proposta."

    ::: Pré-Coletivo Vitória: OK. Intenção de IR. Texto: "3- Reunião Nacional CMI > > Aneleh passou os informes, pediu para que lessem o email da proposta
    > enviada pela Ianni. Falou da importância de algum dxs voluntárixs do cmi
    > vitoria tentar participar do encontro. Com a festa do cmi vitoria e o
    > fundo global,pode ser que seja viavel para alguem daqui ir.
    > Pessoas pre habilitadas para ir: Murilo, Juliherme,Carlaile,
    > Baygon"

    ::: Coletivo São Paulo: OK. VAI. Texto: "5. Reunião Nacional - 14 a 16 de abril -Informe sobre a reunião que rolou em BH durante o Carnaval Revolução -O coletivo reafirma a posição tirada em reuniões anteriores e mantem a mesma data, local, teses. -Participar da lista da reunião nacional e os/as voluntários/as busquem saber quais sao as dificuldades encontradas por outros coletivos em relação a reuniao nacional, de modo a ajuda-los a solucionar isso"

    ::: Coletivo "de volta" Rio de Janeiro: OK. VAI (3 voluntários/as) Texto: "- sobre o local: concordamos q seja em brasilia e na data proposta e achamos q nosso coletivo tem pernas para comparecer. -sobre a pauta: o tempo é curto e não vamos conseguir resolver questões muito e muito polêmicas. temos q nos concentrar em questões práticas e urgentes. uma proposta: sites locais; passada rápida pela nova política editorial e processo de novos coletivos; discussão sobre o q é o cmi (q inclui muitas coisas: jornalismo, ativismo, trabalho em rede, autogestão...) para nos aprimorarmos enquanto rede."

    Coletivos que não se pronunciaram: Aracajú, Itajaí, Blumenau, Caxias, Juiz de Fora, Maceió, Ourinhos, Prudente, São José e Salvador.

    RELATORIA

    Os relatos da Reunião Nacional do CMI Brasil estão sendo compilados aqui: CmiBrasilReuniaoNacional2006Relatos

    -- VitoR - 03 Feb 2006 -- AssataS - 22 Mar 2006 -- IanNi - 26 Mar 2006 -- IanNi - 02 Apr 2006 -- AssataS - 03 Apr 2006 -- IanNi - 04 Apr 2006 -- IanNi - 10 Apr 2006 -- DeDeco - 11 Apr 2006 -- KarineBatista - 19 Apr 2006 -- AssataS - 03 May 2006
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