Toni wrote:
>
(na reunião do Porto, achamos melhor manter a coisa como estava, ou
>
seja, partir do local para o global, acabando por não trair a ordem
>
cronológica, uma vez que ambos os colectivos existiam antes de
>
pertencerem à rede indymedia.)
>
boa idea.
>
Parte 1. Declaração de intenções
>
só farei aquí comentarios á política editorial.
>
**
>
>
Parte 2. Política editorial
>
>
Funcionamento do Indymedia
>
>
(Neste primeiro parágrafo, aceitou-se a sugestão do strafwetboek)
>
O C.M.I Portugaliza é, como todos os centros de média independentes,
>
um órgão de informação livre e independente e cumpre com os requisitos
>
para fazer parte da rede IMC e concorda com os princípios de filiação
>
à rede. Funciona para que
>
as pessoas possam tornar-se elas mesmas em meios de informação livres
>
e independentes.
>
>
pois desculpas pola metedura de pata... pero um órgão não é, que é umha
idea que vai asociada á 'dependencia funcional' dum organismo máis
complexo, como poida selo a perna do corpo humano, ou o voceiro dum
partido político, ou o partido político dumha ideología, por ejemplo.
Deixémolo em projecto, centro, fonte de informação... polo demais está
perfecto.
>
Como tal, pretendemos realizar uma acção directa informativa, deixar
>
de confiar aos media corporativos a função de intermediários entre os
>
acontecimentos e a actividade que realizamos. (O strafwetboek diz que
>
não entende este parágrafo, mas não sabemos onde está a dúvida)
>
Explícome. As minhas dúbidas refírense a eso de: "intermediários entre
os acontecimentos e a actividade que realizamos" ¿? Podería entender que
queremos deixar de confiar que os media actúen como únicos
intermediarios "entre os acontecimentos e o espectador" ou "entre os
acontecimentos e as masas poboacionais" ou "entre os acontecimentos e o
discurso que generam".... Em canto á "actividade que realizamos",
todavía jurdem máis dúbidas: qué función de intermediação estão a fazer
os media corporativos entre "os acontecimentos" e "a actividade que
realizamos"? Semelha também como se entre "a actividade que realizamos"
e "os acontecimentos" houbera algúmha distancia que eu não acabo de
perceber. Ao melhor refírese a umha expresão que eu não conheza, não
sei, mas eu alomenos não entendo o que pode significar esto. Em fim.
Podería alongarme em explicar por qué non dou percebido qué quere dizer
eso, pero acho máis proveitoso proponher em claro o que intúo que pode
quere dizer, e quizá así poidamos ver se acerto ou erro:
Como tal, pretendemos realizar umha acção directa informativa, deixando
de confiar nos meios de comunicação masiva a tarefa de intermediar em
exclusiva entre os acontecimentos e a súa interpretação. Convertímonos
pois em fonte generadora dum discurso livre da manipulação de governos e
corporações, e asumimos o noso papel como artífices e coidadores das
canles que nos permitem transmitir e difundir umha outra visão da realidade.
>
>
Para tal, tentamos criar redes de informação com colectivos e
>
movimentos sociais que estejam no terreno, que conheçam a realidade e
>
mais do que tudo, que não estejam interessado na filtragem de
>
acontecimentos em nome de interesses meramente utilitários. Como este
>
site se destina unicamente à publicação de textos com carácter
>
explicitamente informativo, que promovam a liberdade e igualdade de
>
direitos, todos os posts ou publicações que desrespeitem estes
>
princípios podem ser retirados do site, desde que exista um consenso
>
do núcleo editorial, após o que será dada a devida explicação à pessoa
>
que os colocou, caso seja solicitada
>
acabo de caer na conta de que esto pode dar lugar a confusão posto que
ademais de textos cabem vídeos, imagens, audios... que podem ter um
contido puramente estético, opinativo, reflexivo... não só informativo.
Como vejo que pode tratarse máis bem dumha introducção ao tema da
'censura'

eu reescrebería todo este párrafo así:
Forma parte das tarefas do colectivo editorial a retirada daquelas
contribuções que desrespeitem os princípios da nossa declaração de
intenções ou nos documentos da rede Indymedia, nomeadamente aquelas que
vaiam em contra da liberdade e igualdade de direitos que promovemos
dende o cmi-portugaliza. Poderão ser retiradas esta clase de
contribuções desde que exista um consenso do colectivo editorial, após o
que será dada a devida explicação e informação como comentario nesa
mesma contribuçao, ou á pessoa/ colectivo que os colocou, caso seja
solicitada. Estão nessas condições, por ejemplo:
>
Estão nessas condições, por exemplo:
>
- marketing comercial; (retirou-se “marketing político”. Substituído
>
mais abaixo)
>
- contribuições repetidas;
>
- contribuições vazias;
>
- pornografia;
>
buff... de pornografía se calificaba no franquismo aos desnudos e 'O
último tango' había que ir miralo a París... o nazismo calificou de arte
da aberração o que vinha da escola de viena... qué tal se acotamos o
ejemplo á cuestião ao tema legal? pornografía infantil por ejemplo.
>
- contribuições com proselitismo religioso;
>
>
- contribuições com proselitismo partidário (discussão a continuar);
>
eso podería provocar controvérsias sobre análises, informes ou reflexões
sobre a realidade política... que poderíam de feito ser usados para
realizar o tal proselitismo partidário. Tendo em conta que um partido
político adoita referirse a un constructo ideolóxico... bastaría estar
facendo a defensa dese constructo para derivar en proselitismo
partidario. é un tema complexo, e se alguém quere fazer o tal
proselitismo vaino atopar jeitos para fazelo queiramos ou não. Não
sabería se apoiar este ponto ou não. Qué tal se definimos um pouco máis
o de proselitismo partidário? Por ejemplo eu tenho claro que umha
contribução que pretenda aumentar a militáncia num partido debe ser
eliminada. Em cambio, umha contribução que difunda a ideología dum
partido é umha contribução válida: a ideología não é patrimonio dum
partido. O mesmo sucede cumha manifestação, umha juntantça, umha votação
-referemdum, eleições, estatutos...- não acho contradictorio um post que
favoreza determinadas posturas por moito que estas cadrem coa dum
partido político. Sí que é preciso continuar esta discussão, ou alomenos
acotar o ámbito do ejemplo.
>
- de carácter pessoal;
>
- ataques;
>
- violações da privacidade (de acordo com o proposto, retirou-se o “de
>
terceiros”)
>
>
- Contribuições administrativas
>
- posts de natureza discriminatória
>
(xenófobos, racistas, sexistas, misóginos, andrófobos, homófobos,
>
etc). (decidiu-se retirar este ponto. Achamos melhor estar atentos e
>
rebater do que impedir a livre expressão duma ideia, por muito absurda
>
que nos pareça. Achamos que o bom senso pode imperar, quando
>
discutirmos, caso a caso, se esta ou aquela notícia devem ser ou não
>
apagadas)
>
>
>
É necessário ter em conta que o material a retirar é submetido à
>
análise e discussão da lista de discussão do C.M.I Portugaliza, que
>
é constituída por voluntári@s que trabalham
>
gratuitamente e sem
>
horário de trabalho fixo, pelo que pode levar vários dias até que um
>
post a retirar seja descoberto e finalmente decidida a sua
>
eliminação.
>
>
(princípios de funcionamento)
>
>
O C.M.I Portugaliza compromete-se com os seguintes princípios:
>
- Trabalhar de forma não hierárquica;
>
Acho que deberíamos engadir um principio relacionado co noso compromiso
cumha rede libre e liberada: comprometerse na defensa dumha sociedade
libre de patentes, software libre... se vos parece ajeitado, podo tratar
de resumilo numha frase e o proponho á volta de correo.
>
- Rejeitar todas as formas de discriminação e dominação;
>
aquí poderíamos engadir a cousa das mulheres, ja que estamos a falar de
discriminação/ dominaçao: não basta com rejeitar, é preciso fomentar
activamente a súa participaçao.
>
- Compreender que a luta por um mundo melhor toma várias formas. O
>
enfoque do Indymedia Portugal é na política, nas acções e nas
>
campanhas de base;
>
- Não ter ligações a partidos políticos ou grandes ONGs;
>
(toda a gente é livre de pertencer ao colectivo, ao partido ou à ONG
>
que quiser. O CMI não poderá, nunca, ser porta-voz desse colectivo,
>
desse partido ou dessa ONG. É nesse sentido que não pode ter ligações.
>
O CMI pode ter pessoas que militam em partidos. Não podem é estar no
>
CMI como representantes do partido.)
>
Neste ponto engadiría algo así como: "E nenguma pessoa que integre o CMI
poderá actuar na súa representação sem o previo consenso do colectivo
editorial".
Concordo em que é preciso manter este princípio, pero não desa forma. A
primeira frase "Não ter ligações..." debería ser eliminada para que o
enunciado deste princípio comeze com: "Toda a gente é livre...", co
obxecto de evitarmos problemas cos entes políticos nao enumerados. Acho
que a explicação é autocontida e suficiente, e evita os problemas que
xurdiríam de calquera enumeração, que sempre será inexacta. Por ejemplo:
Com respito aos partidos políticos: Tenhamos em conta o ejemplo dumha
informação baseada num partido político (o BNG) que publicou o seu
programa eleitoral em formato .doc, o que quixemos denunciar dende o
HackLab?, posto que no mesmo programa incluían o propósito de fomentar o
uso de formatos não patentados. Cal sería o problema de facilitar esa
ligação, que de feito só pode ser experimentada ligando ao mesmo partido
político? Trátase xustamente de fazer notar a contradicção, não por que
o explique quem informa, senão por que o informado experimenta a
contradicção no seu próprio monitor. O mesmo sucede cando se analiza a
usabilidade da web dum partido político para demostrar a súa falta de
sensibilidade e de solidaridade. Debemos negarnos a ligar ao comunicado
intolerante que fai o tal representante na súa web, cando justamente o
grave do asunto é que a web do tal partido contenha esa declaração? Para
mim não tem sentido, como tampouco o tería não ter ligações
Com respeita ás ONG... Greenpeace, SEO/BirdLife ou Amnistía
Internacional são grandes ONG, que em moitas ocasiões trabalham acorde
cos objectivos de Indymedia, ademais de ser um modelo de financiação á
margem de governos, instituçoes, corporações... Cito a estas tres por
que hai tres ejemplos claros do que digo: respectivamente, a publicação
de informes toxicológicos independentes que fijo Greenpeace durante a
crise do Prestige, também nesta crise os informes de mortandade en aves
marinhas de SEO/BirdLife, ou as denúncias da tortura a presos políticos
vascos que fai AI regularmente. Por qué deberíamos dificultar esa
informaçao negándonos a ligar as súas páginas? Lembro também que era o
Instituto Hidrográfico Portugués, que é umha entidade gubernamental, a
que proveía as informações que o governo espanhol desmentía pero que os
feitos confirmabam horas depois. Deberíamos cancelar as ligações ao IHP?
Ou á ESA que mostraba imagems satelitais do rastro de fuel? Acho que
não... Outra cousa seríam as grandes ONG católicas, ou aquelas
promovidas polos governos para limpar a súa imagem como sucedeu em Irak
por ejemplo: suponho que é a esas ONG Sí Gubernamentais ás que vos
referides... pero não jeito de geralizar.
Em calquera caso enumeramos partidos políticos e ONG. Qué sucede cos
sindicatos, xuventudes, irmandades, centros sociais (pensemos nas Casa
De Galicia da emigração: algumhas são verdadeiros centros de
proselitismo do PP, outras são republicanas...), asociações de
vezinhos... ? Acho que a enumeração não é precisa.
>
- Perceber que a pressão contra informativa não levará,
>
por si só, a uma mudança radical. Como colectivo, a nossa atitude é
>
assertiva e, onde necessário, confrontacional. Inerente aos meios de
>
comunicação empresariais está uma forte tendência de defesa das
>
estruturas do poder capitalista, sendo uma ferramenta
>
importantíssima na propagação destas estruturas por todo o mundo. Ao
>
contrário deles, que tentam esconder essa tendência, o C.M.I
>
Portugaliza não pretende atingir uma posição objectiva e imparcial: nós
>
fazemos saber que somos subjectiv@s .
>
>
>
Esta ressalva aplica-se de forma mais válida agora que o C.M.I
>
Portugaliza, a exemplo dos outros IMCs, dispõe de uma coluna central
>
destacada e feita por um colectivo editorial constituído por
>
voluntári@s . Esta coluna central (editoriais)
>
reflecte notícias
>
colocadas em linha, destacando temas específicos, de forma a que
>
fiquem mais acessíveis. São discutidos e aprovados por voluntári@s
>
>
(colocar link), através da respectiva lista de discussão (colocar
>
link).
>
>
O strafwetboek diz:
>
engadiría umha descriçao somera da estructura geral do site por canto a
>
estructura e a funçao vao íntimamente ligadas numha web... e
>
básicamente desto
>
se trata!
>
>
Não percebemos bem. Podes explicar melhor ou (melhor ainda) propor
>
essa parte do texto.
>
hehe... xa o fixestes vós: trátase dese pequeno texto do resumo do
encontro do Porto no que se dí: a coluna esquerda os editoriais, na
coluna central multimedia, na coluna dereita documentos. Gracias ao voso
trabalho, bastaría copiar e pegar (copiar e colar)
Em fim... aínda que poidam parecer moitas as objecções, em realidade não
é así, e será máis umha cuestião de dar coa redacçao ajeita... acho que
a maior parte do trabalho está feito -e bem feito- e que estamos moi
próximos de lograr um texto definitivo, de jeito que ninguém desacougue,
que cum pouquinho máis de energía seguro que logramos fazelo enseguida.
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