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Local.LuisChambelr1.3 - 17 Jan 2007 - 17:00 - AndrejrCraksontopic end
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Propostas de alteração do Chambel a VERMELHO (norma do Porto) ou ENCARNADO* (norma de Lisboa)

* Só funciona em browsers a sul do Mondego.

Envio o texto em português/norma de lisboa

[DE ACORDO, NO FUNDAMENTAL c/ Declaração de intenções]

Parte 1. Declaração de intenções

Em Julho de 2000, saído do nada, em termos de língua portuguesa, surgiu o azine.org, com a pretensão de se tornar num centro independente de informações. Tímidos, de início, ainda sem saber muito bem onde se escondiam [em vez de escondem] as fontes das informações que lhes interessavam, os fundadores do azine foram [em vez de "nos interessam, fomos] passando notícias do teclado para o mundo. Pouco mais de um ano depois, passaram [em vez de "passamos"] a fazer parte da rede internacional de media alternativo, indymedia.org.

O imc-galiza surgiu como uma tentativa do Hacklab da Casa Encantada que faz parte do projecto Causaencantada. A intenção foi [coloquei também aqui vários tempos verbais no passado] dotar a galiza dum canal de comunicação aberta, plural e independente, tendo em vista que a tendência generalizada na zona é uniformizar os discursos e censurar qualquer visão que não subscreva esses parâmetros de uniformidade. A necessidade foi suscitada pela actual situação política mundial e particularmente pela que atravessava a galiza [em vez de "o nosso país atlântico"], depois da crise sócio-ecológica do "prestige" e a virulência da guerra global permanente. O objectivo foi dinamizar expansivamente as estruturas de intercâmbio de informação numa linha próxima da transmissão oral tradicional (principalmente en línguas galegas), mas usando meios telemáticos que permitissem uma difusão mais efectiva e que capacitasse a população civil para a reflexão e a actuação no social de jeito autónomo, não regulado e não regulável.

Em finais de 2003, e face à ausência de participação das pessoas no Centro de Média Independente (C.M.I), o colectivo editorial português [juntei "português"] decidiu interromper a actividade. No seguimento desse grito, e por iniciativa do CMI galego, iniciaram-se contactos com este [a seguir, início de um acrescento referido à galiza], cuja situação era igualmente crítica , em termos de participação colectiva [fim do acrescento]. [Introduzia agora a proposta do Luís M.] Face a um primeiro encontro entre portugueses e galegos na cidade do Porto, a 18 de Novembro de 2003, começou a ganhar forma a conclusão de que os fortes laços comuns histórico-culturais e linguísticos existentes entre portugueses/as e galegos/as deveriam potenciar a emergência de um CMI Portugaliza tendo-se chegado à conclusão que os laços comuns culturais e linguísticos existentes entre portugueses e galegos deveriam potenciar a emergência do C.M.I Portugaliza. [Em vez de "porém"] Assim, e depois de mais de cinco séculos de isolamento e desconhecimento mútuo numa Europa dos povos, o IMC Portugaliza emerge no campo da comunicação [acrescento a referência "Indymedia"] da rede Indymedia como uma iniciativa pioneira e já fundamental para a quebra das barreiras que separam portugueses/as e galegos/as.

A rede Indymedia nasceu no calor da revolta de Seattle, como uma dimensão fundamental do movimento global. Um movimento que ultrapassa as tricas separadoras dominantes da acção política tradicional (reformismo/revolução, local/global, violência/não violência) e inventa respostas práticas para lhes esquivar (desde os Fóruns Sociais, como forma organizativa que tenta superar o canibalismo político, até à 'desobediência civil protegida', como original prática de rua). Várias centenas de activistas de meios de comunicação, juntamente com hackers e malta do software livre uniram- se, nos finais de Novembro de 1999, em Seattle, para criar um Centro de Meios de Comunicação Independente e cobrir os protestos contra a OMC. O sítio web aberto recebeu quase um milhão e meio de visitas durante a contestação à cimeira e converteu-se imediatamente no início de uma rede (que hoje tem mais de 100 centros, em todos os continentes) que promove uma informação outra no coração da globalização, na sua aorta comunicativa.

(Introdução de intenções)

A rede IMC permite editar, de forma instantânea, notícias, relatos, análises, ou comentários, num sítio web acessível globalmente; anima a criação duma comunidade aberta e activa de utilizadores que se convertem, eles próprios, em meios de comunicação alternativa; reinventa um jornalismo político sem especializações. O CMI Portugaliza confia que as pessoas que publicam as suas notícias apresentem a sua informação de forma completa, honesta e exacta, evitando, dentro do possível, a simples propaganda. O conteúdo do sítio é, assim, criado através de um sistema de publicação livre: qualquer pessoa pode colocar notícias, seja em texto, seja em imagem. Através deste sistema de Média Directo, o CMI Portugaliza tenta causar o máximo de erosão possível nas linhas que dividem os repórteres daquilo que é noticiado, os produtores activos e a audiência passiva: as pessoas e colectivos podem falar por elas próprias. Queremos, assim, promover narrações verídicas e apaixonadas, coisa que a muita gente pode parecer incongruente. O CMI Portugaliza aposta nisso: só vê longe e de forma profunda quem permite que a paixão sirva de alicerce ao seu olhar. Mas o imperativo da veracidade é algo irrenunciável: queremos fazer uma luta política com verdade, ainda que saibamos que a verdade não é só para descobrir mas também para criar. O Indymedia Portugal quer sair do gueto, romper os diques, superar as discussões estéreis que o povoam e entretêm, evitar os exercícios ideológicos vãos. Quer ser uma ferramenta nas mãos das apostas políticas que estejam à altura dos tempos, que modifiquem a consciência das multidões e abram espaços de sociabilidade alternativa subtraída à lógica da guerra e do capitalismo. Quer ser um indymedia descentralizado que supere os provincialismos curtos de vistas, quer abrir janelas e portas a outras formas de fazer política que se ensaiam por todo o planeta para que se mobilizem a nossa imaginação social e as nossas esperanças num mundo outro.

(Termo de responsabilidade)

Todo e qualquer material publicado é da exclusiva responsabilidade da pessoa que tomou a iniciativa de o publicar. O CMI Portugaliza existe com o único propósito de defender a liberdade de expressão, liberdade de informação e para servir o interesse público. O CMI Portugaliza fornece informação com a finalidade única de educar e promover a investigação. A informação, pontos de vista e opiniões contidos nos textos e imagens no CMI Portugaliza não são referentes ao dono nem ao servidor do site, nem são necessariamente referentes ao responsável pela manutenção e contribuição para a existência do site. Se alguém tiver [em vez de "se tens"] alguma questão a colocar sobre a nossa visão politica, por favor, sinta-se [em vez de "sente-te"] livre para nos contactar. Aconselhamos, por uma questão de honestidade, que ao colocar-se [em vez de "colocares"] um texto da autoria de uma outra pessoa ou colectivo, se revele [em vez de "reveles"] a sua fonte.

(Direitos de autor)

[Em vez "ao colocares as tuas notícias" e mais ou uma outra forma de expressar a mesma ideia]] O colocar de uma notícia ou qualquer outro artigo implica a concordância explícita em que esse material seja usado, quer pelo Indymedia, quer por qualquer outra pessoa, sem qualquer tipo de limitação e sem que haja a receber seja o que for em troca.

(Conclusão e apelo)

O CMI Portugaliza pretende, assim, pôr em prática todos os mecanismos da imaginação que nos permitam, em conjunto, criar, aqui e agora, fragmentos de um mundo melhor. O desafio é, portanto, grande. Mas acreditamos que um colectivo de pessoas empenhadas em construir algo em conjunto conseguirá, enquanto esse empenho se mantiver, fazê-lo, ultrapassando as várias barreiras que forem surgindo. Pretende-se, portanto, com este texto, não apenas a apresentação de uma nova forma de mostrar o que nos move, mas, acima de tudo, lançar um apelo para todos os que, como nós, acreditam que a realização voluntária, colectiva e horizontal de um meio de informação é, ao mesmo tempo, uma machadada nos paradigmas actuais e uma experiência de trabalho num mundo já transformado. Um apelo para que se juntem a esse mundo, para que se povoe de gente e, portanto, de novas possibilidades de ser melhor.

Parte 2. Política editorial

Funcionamento do Indymedia

O CMI Portugaliza é, como todos os centros de média independentes, um centro [e não órgão, correcção de acordo com o que propõe o Strafwetboek] de informação livre e independente, cumpre com os requisitos para fazer parte da rede IMC e concorda com os princípios de filiação à rede. Funciona para que as pessoas possam tornar-se elas mesmas em meios de informação livres e independentes.

Como tal, pretendemos realizar uma acção directa informativa, [segue-se o texto proposto, como correcção, pelo Strafwetboek] deixando de confiar nos meios de comunicação corporativos [aqui, ao contrário do Strafwetboek, deixaria "corporativos" em vez de "massivos" – por vezes, em situações de crise, há meios de comunicação "massiva" que ganham um carácter de comunicação independente, deixando de estar ao serviço de interesses empresariais ou corporativos; foi o caso, em Portugal (1975), embora com algumas ressalvas, de jornais como o "República"] a tarefa de intermediar em exclusivo os acontecimentos e a sua interpretação. Convertemo-nos assim em fonte geradora de um discurso livre da manipulação de governos e corporações, e assumimos o nosso papel como artífices e zeladores dos canais que nos permitem transmitir e difundir uma outra visão da realidade.

[Ao contrário da sugestão do Strafwetboek, deixaria a primeira parte deste parágrafo] Para tal, tentamos criar redes de informação com protagonistas (individuais ou colectivos) [a referência ao individual é um acrescento ao texto original] e movimentos sociais que estejam no terreno, que conheçam a realidade e mais do que tudo, que não estejam interessados na filtragem de acontecimentos em nome de interesses meramente utilitários.

[Introduziria então só aqui a proposta de alteração do Strafwetboek, estando de acordo com a possibilidade de acolher contribuições de natureza reflexiva, estética, etc.] Faz parte das tarefas do colectivo editorial a retirada daquelas contribuições que desrespeitem os princípios da nossa declaração de intenções ou dos documentos da rede Indymedia [não me parece necessário estender o texto proposto pelo Strafwetboek, até porque levanta a questão de ser ou não possível retirar posts de natureza reaccionária]. Poderão ser retiradas do site desde que exista um consenso do colectivo editorial, após o que será dada a devida explicação à pessoa que os colocou, caso seja solicitada [ao contrário do Straf, penso que é preferível não definir neste documento que essa forma de informação será necessariamente através de comentário ao post retirado].

Estão nessas condições, por exemplo: - marketing comercial; - contribuições repetidas; - contribuições vazias; - contribuições com proselitismo religioso; - contribuições com proselitismo partidário [discussão a continuar]; - de carácter pessoal; - ataques; - violações da privacidade; - expressões da violação da vontade livre e autodeterminada dos indivíduos; - contribuições administrativas.

[Em vez de "pornografia" ou "pornografia infantil" (proposta Strafwetboek), eu propunha "expressões da violação da vontade livre e autodeterminada dos indivíduos", por um lado porque concordo com o comentário do Straf sobre erotismo/pornografia, seja lá o que isso for, mas por outro lado, porque penso não se dever limitar a questão à pornografia infantil. Além disso, porque penso que não devemos ficar presos à mera questão do que é legal ou não].

É necessário ter em conta que o material a retirar é submetido à análise e discussão da lista de discussão do CMI Portugaliza, que é constituída por voluntári@s que trabalham gratuitamente e sem horário de trabalho fixo, pelo que pode levar vários dias até que um post a retirar seja descoberto e finalmente decidida a sua eliminação.

(Princípios de funcionamento)

O CMI Portugaliza compromete-se com os seguintes princípios: - Trabalhar de forma não hierárquica; - Ser uma ferramenta nas mãos das apostas políticas que estejam à altura dos tempos, que modifiquem a consciência das multidões e abram espaços de sociabilidade alternativa subtraída à lógica da guerra, do capitalismo e do patriarcalismo [de acordo com proposta da Noosfera]. - Rejeitar todas as formas de discriminação e dominação [não me parece necessário explicitar, porque se correria o perigo de importantes esquecimentos]; - Compreender que a luta por um mundo melhor toma várias formas. O enfoque do Indymedia Portugal é na política, nas acções e nas campanhas de base; - Não ter ligações a partidos políticos ou ONGs comprometidas com o poder [tentando minimamente, mesmo que com alguma deficiência, incluir aqui resposta a uma crítica, a meu ver correcta, do Straf - exemplo Amnistia Internacional] (toda a gente é livre de pertencer ao colectivo, ao partido ou à ONG que quiser. O CMI não poderá, nunca, ser porta-voz desse colectivo, desse partido ou dessa ONG. É nesse sentido que não pode ter ligações. O CMI pode ter pessoas que militam em partidos. Não podem é estar no CMI como representantes do partido). Nenhuma pessoa que integre o CMI poderá actuar em sua representação sem o prévio consentimento do colectivo editorial. - Defender e promover uma sociedade livre e libertada. Consequentemente, defender a liberdade das redes de comunicação e informação, defender uma sociedade livre de patentes, defender e promover o uso de tecnologias não destrutivas e ao alcance de tod@s e defender o uso, em particular, de tecnologias de informação de fonte aberta. [de acordo com sugestão indicativa do Strafwetboek]. - Perceber que a pressão contra-informativa não levará, por si só, a uma mudança radical. Como colectivo, a nossa atitude é afirmativa [em vez de assertiva, que ninguém sabe o que é] e, onde necessário, confrontacional. Inerente aos meios de comunicação empresariais está uma forte tendência de defesa das estruturas do poder capitalista, sendo uma ferramenta importantíssima na propagação destas estruturas por todo o mundo. Ao contrário deles, que tentam esconder essa tendência, o CMI Portugaliza não pretende atingir uma posição objectiva e imparcial: nós fazemos saber que somos subjectiv@s.

Esta ressalva aplica-se de forma mais válida agora que o CMI Portugaliza, a exemplo dos outros IMCs, dispõe de uma coluna central destacada e feita por um colectivo editorial constituído por voluntári@s. Esta coluna central (editoriais) reflecte notícias colocadas em linha, destacando temas específicos, de forma a que fiquem mais acessíveis. São discutidos e aprovados por voluntári@s (colocar link), através da respectiva lista de discussão (colocar link). O CMI Portugaliza tem igualmente uma secção multimédia (vídeo/áudio/PDFs). A página tem uma estrutura semelhante à da página de entrada do CMI Portugaliza, ou seja, dividida em três colunas. Na coluna central aparece a listagem dos vídeos e áudios disponíveis. Há duas versões disponíveis: uma de menor qualidade para maior facilidade de download e outra de maior qualidade a enviar, por exemplo, por correio. A publicação é semelhante à dos editoriais, ou seja não aberta, a não ser para os voluntários que entendam por bem estar activos neste ramo. Em todos os seus documentos, o CMI Portugaliza utilizirá, sempre que possível, formatos não-proprietários (exemplos: txt para textos, .png ou .jpg para imagens, .ogg para áudio).
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